Livro Caminhos Infindáveis

CAMINHOS INFINDÁVEIS

A busca por novos caminhos e a necessidade de registrá-los sempre
me inquietaram, talvez por ter nascido num país com grande
miscigenação e intensa variedade cultural e natural, e numa região,
o Nordeste, que representa a essência do povo brasileiro.
Comecei a me aventurar por esses espaços de vivências e a aguçar
o meu olhar itinerante, a princípio, com o auxílio de uma câmera
fotográfica emprestada. Depois de algum tempo, com o meu
próprio instrumento, iniciamos uma relação, para sempre. Com
imagens e palavras, construo um mosaico de experiências e lembranças,
através do qual eu possa partilhar tantas manifestações
de vida, repletas de curiosidades e descobrimentos.
Minha contínua inquietude é consequência da procura, incessante,
por caminhos infindáveis, repletos de distintas facetas, nos
quais todo esplendor do nosso planeta possa ser revelado.
Creio que o fascínio do mundo reside, exatamente, nas infinitas
maneiras que ele encontra para se expressar. É isso que cativa
meu olhar e percepção. E, neste universo de possibilidades, novas
fronteiras surgem em minha imaginação. É hora de peregrinar e
deixar que as lentes da câmera capturem meus sentimentos e
reflexões. É assim que tudo acontece.
Quando me dei conta, constatei que já havia andejado pelas diversas
regiões da Bahia, por todos os estados brasileiros e por
mais de setenta países, de todos os continentes. Nessas andanças,
acabo por encontrar o que tanto me fascina: a diversidade
histórica, racial e linguística, as múltiplas manifestações religiosas
e culturais dos povos, além da exuberância da natureza.
A cada encontro, momentos únicos, engrandecedores e inesquecíveis,
como no místico amanhecer em homenagem a Iemanjá,
dia 2 de fevereiro, na Praia do Rio Vermelho, em Salvador,
no Brasil. No bucólico som do silêncio que nos acompanha nas
desafiadoras e encantadoras trilhas da Chapada Diamantina, na
Bahia, Brasil. Na comovente demonstração de fé do povo sertanejo,
na romaria do Padre Cícero, no Sertão cearense, no Brasil.
No fascinante contato com o Monte Everest, o “Topo do Mundo”,
no Nepal. Na ameaçadora postura do casal de leões, a apenas alguns
metros de distância, dentro da exuberante Savana africana,
em Botsuana. Na estonteante beleza do Canal Neumayer, entre
icebergs repletos de pinguins, na Antártica. No último ponto, ao
norte da Terra, com a presença humana permanente, no Arquipélago
de Svalbard, acima do Círculo Polar Ártico, na Noruega. Na
emocionante cerimônia de preparação e cremação de corpos, no
Rio Bagmati, no Nepal. No deslumbrante voo de balão, sobre a
Capadócia, na Turquia. No enfrentamento de um furacão, em alto-
mar, no Pacífico Norte, na travessia do Alasca para o Japão.
Nas subidas e descidas pelas intermináveis escadarias da impactante
Grande Muralha da China. No esplendoroso Taj Mahal, uma
relíquia arquitetônica da humanidade, na cidade de Agra, na Índia.
Na travessia do Mar de Drake, considerado o mais perigoso
do mundo, entre a Antártica e a América do Sul. Na cidade de
Nagasaki, quando abracei um sobrevivente da bomba atômica,
lançada durante a Segunda Guerra Mundial, no Japão. Na imponência
histórica das colossais pirâmides do Egito. No convívio
com os índios e caboclos, os povos da rica e exuberante Floresta
Amazônica, no Brasil. Na explosão de idiomas, cores e crenças do
belo e afetuoso povo indiano. Na Glacier Bay, uma baía cercada
por altas montanhas cobertas de gelo, que deslizam e despencam
formando lindos icebergs, em meio a um ruído ensurdecedor, no
Alasca, Estados Unidos. Nas caminhadas pelas muralhas e ruas
da emblemática cidade de Jerusalém, em Israel. Na pulsante vida
ao ar livre, entre lindos fiordes, florestas e montanhas, dos países
nórdicos, terra do povo Sámi. Na intimista travessia dos lagos
andinos, entre o Chile e a Argentina. Na organizada disciplina do
cordial povo japonês. Nas brancas e estreitas vielas da linda cida-
de de Lindos, na Ilha de Rodes, na Grécia. Na convivência com os
beduínos e seus incansáveis camelos, na difícil vida pelas areias
do Deserto do Saara, no Marrocos e no Egito. Na vida mansa dos
povos da Polinésia. Nas incrivelmente belas praias do Arquipélago
de Fernando de Noronha, no Brasil. Na imponência das Cataratas
Vitória, a “Fumaça que Troveja”, entre Zimbábue e Zâmbia. Na
gélida brancura do rigorosíssimo inverno, do norte do Canadá. Na
focagem noturna de jacarés, no Rio Pixaim, no Pantanal Mato-
-Grossense, no Brasil. No passado vivo encravado nas ruínas das
históricas cidades italianas. Nos espetaculares Gêiseres de Rotorua,
na Nova Zelândia, terra do povo Maori. Na belíssima aridez
do Deserto do Atacama, no Chile. Nas incríveis travessias dos canais
de Suez e Panamá. Na contagiante contemplação pública do
Monte Everest e da Cordilheira do Himalaia, na aldeia de Nagarkot,
no Nepal. Nas profundezas dos túneis de Cu Chi, usados pelos
soldados vietnamitas, na Guerra do Vietnã. Nas impressionantes
ruínas das Missões Jesuíticas Guaranis, no sul do Brasil, na Argentina
e no Paraguai. Nas idas e vindas pelas labirínticas ruelas
das intricadas medinas, das cidades imperiais do Marrocos. Na
fortíssima nevasca no Parque Yosemite e suas sequoias gigantes,
na Califórnia, nos Estados Unidos. Na icônica cidade de Petra,
a “Cidade Rosa”, esculpida na rocha, na Jordânia. Na flutuação,
em meio aos dourados, nas azuladas e cristalinas águas do Rio
Sucuri, em Bonito, ou entre as ilhas do Arquipélago de Abrolhos,
no Brasil. Nas trilhas pela exuberante vegetação da Floresta de
Tongass, no Alasca, nos Estados Unidos. Na monumental Cidade
Proibida, o maior palácio do planeta, ao lado da imensa Praça da
Paz Celestial, em Pequim, na China. Na cidade perdida de Machu
Picchu, pérola do Império Inca, no Peru. Nas trilhas entre a vegetação
e a contemplação das Cataratas do Iguaçu, na fronteira do
Brasil e da Argentina. Na navegação entre os crocodilos gigantes,
no Rio Adelaide, no norte da Austrália, terra do povo Aborígene.
Nos impressionantes rituais de purificação da alma, nas margens
do Rio Ganges, na cidade sagrada de Varanasi, na Índia.
Em cada um destes e de tantos outros territórios de encontros e
despedidas, o meu envolvimento e apego, sempre, foram plenos,
e, nos instantes das partidas, a certeza de que carrego comigo
marcas, imagens e lembranças que me impulsionam a trilhar novas
trajetórias, em busca de empolgantes aventuras e grandes
descobertas, no fascinante planeta Terra.

Francisco Vieira

AS TRAJETÓRIAS
IMAGÉTICAS DE FRANCISCO

No homem, a imagem é a principal, além de ser a primeira, forma de
ver e expressar o mundo como conhecemos.
Read (1947) e Rascovsly (1986) apud Nova (1998)

Visitar as lembranças imagéticas de Francisco, implica de fato,
em uma experiência de deixar-se escapar para vivenciar a cultura,
os lugares, as pessoas. É a tentativa de entender como, na sua
grandeza o mundo é vivido, como o social é construído.
O que Vieira quer mesmo nos mostrar?
Grande é a inquietude de Francisco. Inúmeras perguntas traduzidas
em fotos, imagens que nos trazem o olhar indagador, diverso
e atento.
O olhar de Vieira monta o mastro, iça as velas, coloca as asas,
pega atalhos, trilhas e vai… Seu olhar geográfico, orientativo, reflexivo
experimenta, explora e traça caminhos.
É com este olhar inquietante, viajante, que ele dialoga com lugares,
curiosidades, culturas, pessoas. Com o foco apercebido,
Francisco traça, circunda e detalha cada região e a capacidade
humana de se justapor, misturar, mesclar, especificar.
O que busca Francisco?
O que pergunta Francisco?
O que inquieta Francisco?
No reino das indagações visuais de Francisco, o olhar afetuoso
nos convida a viajar. Aqui somos cúmplices, parceiros dele e com
ele. Vivemos a experiência viajante visual que orienta, que guia e
nos conecta com o diverso global.
Na sua maneira de investigar, Vieira entrelaça seu olhar com nosso
desejo de observar. Consegue formas diversas de interrogar.
Mostra as possibilidades de o homem tornar a cidade, o lugar, o
espaço sociável.
Francisco, que sempre se dedicou a engenhar, projetar, traçar,
arquitetar cômodos, cantos, espaços, canteiros, aqui nos mostra
mais uma das suas destrezas: desvelar os caminhos e as trajetórias
do humano pelo e para olhar.
Mais do que simplesmente buscar, ele documenta, registra, historiciza
momentos e o modus vivendi dos povos ao redor do
mundo e torna possível perceber a grandeza da heterogeneidade
humana.
Os percursos de Francisco
As trilhas de Francisco
As trajetórias de Francisco
Os olhares de Francisco
Os caminhos infindáveis de Francisco
Da natureza estonteante à capacidade infinita humana de criar,
recriar, reinventar o olhar de Francisco revela estritamente as particularidades,
nos conduzindo do local ao mundo global. Nas suas
andanças peregrinas ele exterioriza a diversidade do espaço social
global, mas contempla a riqueza retratada nas especificidades
de cada local.
A prática caminhante e, sobretudo, o suporte fotográfico de Vieira
evocam sentidos imaginativos, ou melhor, captam as distintas
relações sociais. A extensa produção pictorial de Francisco lança
luz e revela o que há de maior na riqueza da condição humana: a
nossa diversidade
Não passaremos indiferentes às viagens imagéticas para as quais
Francisco nos convida e nos comove. O atlas e o mapa-múndi
são dispensáveis, pois, aqui as imagens são guias para seguir os
caminhos infindáveis do olhar de Francisco.

Marinilda Lima
Antropóloga

COMO ESPELHO PARA A MEMÓRIA

A memória está “de posse da imagem, considerada como
cópia daquilo que já é imagem”, ademais, a memória implica
estruturalmente a dimensão do tempo.
Aristóteles

Uma parede numa caverna ou areias à beira do mar, uma folha
em branco, um caderno, um livro são suportes antológicos, servem
para dar vida ao tempo, vivido ou não, ou vivido e não, como
numa autoficção, uma vez que o tempo parece ser algo apenas do
universo da memória, algo que se distancia de nós, mesmo que
movimento algum seja dispersado.
Enquanto categoria de animais, os humanos podem dar conta do
tempo e, não por coincidência, eles têm memória. Segundo Aristóteles,
em seu postulado sobre a memória, os animais, por possuírem
tais faculdades – noção ou dimensão de tempo e memória
–, possuem inteligência, o que os torna facilmente disciplináveis.
Então, ver, ouvir, sentir, lembrar, pensar, agir e reagir, todos esses
fenômenos são alimentados pela memória. A memória, então,
está para o sujeito numa proporção semelhante a que estamos
para o tempo, tempo vivido. Nesta perspectiva, a morte do sujeito
se dará pela morte da memória.
Em Caminhos Infindáveis, Francisco Vieira estabelece um vínculo,
um nexo entre o passado e o futuro, estando ele sempre em seu
tempo presente, seja no espaço ou em seu tempo. Francisco, ao
reconstituir sua memória, possibilita a abertura de uma fenda no
tempo, que, por mais que ele viaje no tempo ao ir ao encontro com
os espaços do mundo, mais ele estabelece vínculos com o desejo
de regresso. Então, um livro é sempre um objeto de contínua inquietude,
em que o passado impresso em suas páginas funciona como
uma passagem que o leva a novas perspectivas de futuro.
Caminhos Infindáveis guarda mais memórias do que podemos
imaginar. Num livro, a noção de tempo é espacial, não temporal;
pode-se ir e vir em breves movimentos sincronizados. Num livro,
a memória é ativada, e, ao ser ativada, ela nos conduz de um local
qualquer para outro local mais rapidamente que a própria velocidade
da luz.
Um livro guarda, de maneira sobreposta, duas dimensões de realidades,
de tempos vividos: uma que nos conecta à direção material
doadora de consciência parcial, uma vez que não podemos
mergulhar na dimensão antológica daquela imagem-texto, que
doa aos nossos olhos uma compreensão de espaço, só é possível
reconhecer o que nossa memória nos faz acreditar: crê. Toda
crença é um ato isolado e complexo, ao mesmo tempo, de reconhecimento,
mesmo que não acessemos o verdadeiro universo,
realidade da qual aquela imagem que neste momento opera
como um portal de tempo, uma fenda, porém fechado. Uma dimensão
segunda, que por temporalidade antecede todo e qualquer
ato mental ou físico, só será acessada por poucos, em média
pelo próprio autor das imagens. Nesse instante, ao se conectar
com as imagens, essa doará à memória do autor a compreensão
do visível, de modo que um canal imaginário o levará de volta,
através do tempo, para aquela dimensão. Ali, estamos diante de
seus olhos, que servem como elemento condutor entre o espaço
do livro e o tempo dos fatos.
Um livro ao pretender ter, Caminhos Infindáveis, do qual participo
como curador do universo visual e escrevo esse prefácio, ambiciona
ao mesmo tempo dar conta de três categorias muito recorrentes
nos estudos clássicos e com as quais a fotografia tem relação
direta: a Memória, a História e o Esquecimento. O livro como
metáfora, como espelho para a memória, para não se esquecer
dele, todas as lembranças e experiências vividas serão trazidas
para a superfície da consciência, alimentado, assim, sua contínua
inquietude.
A cada página virada, a cada lugar vivido, estará de volta a um
mesmo ponto de partida, desta vez no livro. A memória é e será,
ao mesmo tempo, partida e chegada. Partida, pois, sem memória,
assim como sem desejo, não existirá fotografia, não existe caminho
a ser percorrido, pois o maior dos desbravadores guarda em si uma memória, um desejo, que o levará a novas descobertas, toda
descoberta é um novo reencontro consigo mesmo.
Um livro, fosse ele o primeiro dos livros, que tem a pretensão de dar
conta de toda uma história humana, ou este livro, que agora pretende
dar conta de um caminho percorrido em torno do mundo, com
algumas voltas dadas, guarda em si um importante traço de história
recortado de um espaço-tempo pertencente ao vivido e às experiências
trazidas por Francisco em sua memória, em sua inquietude,
e que em breve se constituirá, como algumas delas já são. Aqui me
refiro, por exemplo, às imagens das Torres Gêmeas, do World Trade
Center, em Nova York, que, em 2001, foi apagado dos nossos olhos,
mas não dos de Francisco, nem de nossas memórias. Essas imagens
pertencem agora a uma história de referência universal.
Caminhos Infindáveis, também tem como objetivo combater o
que agora se mostra ser o mal do século: o esquecimento. A fotografia
busca, desde sua invenção, dar conta deste fenômeno
do qual estamos acometidos. A história, por maior que tenha sido
sua memória, não estará livre dessa nuvem densa que a entorna,
que é o esquecimento. Um livro de fotografia consegue doar duas
possibilidades de reverter tais condições, e Caminhos Infindáveis
é isso: não é só um livro pessoal; é, sobretudo, um registro de
vivências, que contempla todo um universo de memórias, de lugares
e pessoas, de aspectos culturais e de sensações que dão
conta da diversidade da qual fazemos parte.
Ao apresentar Caminhos Infindáveis, o autor nos doa seus olhos
com suas janelas, que, ao se abrirem para novos mundos, se
abrem para dentro. Ele se mostra, e se transforma, ao nos mostrar
seus mundos. De maneira sensível e atenta, foge dos cartões-
-postais dos vilarejos ou das grandes cidades. Francisco se desnuda
para outra nova possibilidade de ver o mundo, um novo belo,
um olhar que, ao se abrir para um planeta igual e dessemelhante,
possível e inacessível, desejado e desconhecido, Francisco, com
suas lentes, com sua história, com suas lembranças, com seus
desejos, traz reunido numa obra fotográfica o melhor espelho para
uma memória que possa existir, pois onde reside o esquecimento
reside também uma possibilidade de reaver, de forma antológica,
nossos vividos, nosso desejos, nossos medos.
Caminhos Infindáveis não é só para não se perder; é, também,
para conhecer, para referenciar, para abrir possibilidades, para
aproximar, para folhear, para viajar. Um livro é, ao mesmo tempo,
um mundo, uma autobiografia, pois, ao se revelar através de
suas fotografias, uma imagem sua vai sendo construída. Caminhos
Infindáveis é um livro que reúne características primordiais
de uma publicação artística didática, o prazer das descobertas
daquilo que parecia sabermos, porém ganha uma nova dimensão
ao acessar a informação do lócus experienciado por alguém que,
como quem vivesse numa caverna, nos conta, em detalhes, com
luzes e sombras, o mundo existente fora dela.
Agora, basta reunir nossos desejos e construir nossas próprias
realidades e deixar os Caminhos Infindáveis, dar conta do roteiro
que começa já nas primeiras páginas desta obra que agora ganha
vida e retorna ao mundo, como um espelho para nossa memória.

Marcelo Reis
Fotógrafo, curador independente e jornalista

TRECHOS DO RELEASE ENVIADO PARA A IMPRENSA

SOBRE O LIVRO

“Caminhos Infindáveis” é o novo livro do fotógrafo baiano Francisco Vieira, editado pela P55 Edição. Nesta publicação, ao longo do livro, o leitor poderá viajar em fotografias que retratam a arquitetura, a natureza, o cotidiano e as pessoas de diversos países da África, América do Norte e Central, América do Sul, Antártica, Ásia, Círculo Polar Ártico e Países Nórdicos, Europa, Oceania e Polinésia, Oriente Médio, além de um capítulo que retrata a beleza do Brasil. É uma edição que mostra parte de sua produção fotográfica, bastante premiada, em viagens ao redor do mundo.

Uma edição no formato de 30X30 cm, 432 páginas, 11 capítulos, 14 textos e 445 imagens, todas legendadas. Todos os textos e legendas estão traduzidos para o inglês.

100% DA VENDA DOS LIVROS SERÁ DESTINADA ÀS OBRAS SOCIAIS DE IRMÃ DULCE

Toda a renda proveniente desta obra, tanto no lançamento, quanto após o lançamento, será integralmente revertida para as Obras Sociais Irmã Dulce, instituição filantrópica de fins não lucrativos, localizada em Salvador, na Bahia. Criada em março de 1959 por Irmã Dulce, hoje Santa Dulce dos Pobres, as Obras Sociais são uma referência no tratamento médico, acolhimento social e abrigam um dos maiores complexos de saúde do Brasil com atendimento 100% gratuito, com mais de 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a usuários do Sistema Único de Saúde.

VENDAS:

No site da P55 Edição (p55.com.br)

No site da Amazon (amazon.com.br)

Na loja física das Obras Sociais Irmã Dulce (tel. (71) 33101127, no Bonfim, em Salvador)

Veja tudo sobre os lançamentos, inclusive as fotos dos eventos, em Lançamento no Museu de Arte da Bahia e Lançamento no Shopping Barra. Em Imprensa, veja as reportagens publicadas sobre o livro.