Como nos Ensina o Sol

DIÁRIO DE COMO NOS ENSINA O SOL

Nove de outubro de 2015, em Salvador, Maritense e eu, iniciamos nossa volta completa ao planeta. Viajando sempre em direção ao oeste, como nos ensina o sol, haveremos de abraçar intensa e totalmente a diversa Terra até o dia quatro de janeiro de 2016.

A partir de São Paulo, doze horas em uma viagem de avião relativamente longa, mas muito tranquila, para então revermos a imensa Los Angeles. ” Agora eu quero tudo, tudo outra vez”.

 

Estados Unidos. Los Angeles. Baía de São Pedro, onde está o nosso hotel. Los Angeles Harbor, terceiro centro portuário mais movimentado do mundo. Ainda na baía, a serena orla. Restaurantes para todos os gostos, caminhadas pelos jardins, sempre admirando as belas e sossegadas marinas. “Qualquer dia eu volto a te encontrar”.

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Estados Unidos. San Francisco. “Me alegro na hora de regressar” a essa belíssima cidade. A famosa Golden Gate. A Ilha de Alcatraz com sua antiga penitenciária federal, imortalizada em filmes, bem no meio da baía. O agitado porto com lojas e restaurantes de frutos do mar.

Estados Unidos. San Francisco. A partir do Twin Peaks, o mais alto de seus morros, a completa vista de toda a cidade e baía. E o que dizer dos charmosos bondes a subir e descer suas famosas colinas conduzindo essa gente descolada? “Tem certas coisas que eu não sei dizer”.

Estados Unidos. San Francisco. O imenso Golden Gate Park, maior que o Central Park de Nova York, onde podemos visitar a Academia de Ciências da Califórnia ou o De Young Museum: um museu de artes com algumas coleções fixas e exposições temporárias. No Japanese Tea Garden, podemos vivenciar um pouquinho do Japão, sem sair de San Francisco, incluindo uma parada em uma casa de chá, ao lado dos jardins orientais, ou, simplesmente desfrutar do rico Jardim Botânico. Tudo isso num dos maiores parques urbanos do mundo.

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Agora, o grande mergulho no infinito Oceano Pacífico.

O Havaí é aqui. “Tudo que sonhares”.

Estados Unidos. Havaí. Honolulu. Ilha de Oahu. Uma pequena trilha na cratera do vulcão Diamond Head. Praias famosas, como Waikiki. A Baía de Hanauma. O orifício vulcânico de Halona expelindo água do mar. O Mirador Makapuu com vista deslumbrante de Windward. O Mirador Pali do alto da Serra de Koolau com linda vista de Honolulu. O centro comercial muito próximo da agradável e movimentada região portuária. As ondas. Os surfistas. A vida mansa. “Viver derramando a juventude pelos corações”.

Estados Unidos. Havaí. A histórica Pearl Harbor, com o Arizona Memorial e os restos enferrujados do encouraçado Arizona como marca do ataque japonês em 1941, durante a Segunda Guerra.

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Cruzando a linha do equador, deixamos o hemisfério norte.

Polinésia. Samoa Americana. Ilha de Tutuila. Pago Pago. Praias paradisíacas que foram fortemente invadidas pelo tsunami de 2009. Os pitorescos e pequenos ônibus que transportam as pessoas pelo estreito espaço entre o mar e a serra. Um almoço numa pequena vila com três gerações da dinastia tribal. Vida tranquila ao ar livre. ” O sol na cabeça” . O costume de enterrar seus mortos e construir os túmulos na entrada das residências. Um povo acolhedor e cordial.

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Atravessamos a linha internacional de mudança de data. Cortando o antimeridiano de Greenwich, chegamos aos cento e oitenta graus de longitude. A outra metade do planeta.

O dia vinte e sete de outubro de 2015 não existiu em nossas vidas. Exatamente a meia noite do dia vinte e seis passamos, direto, para o dia vinte e oito. Estávamos nove horas atrasados, em relação a Salvador. Ficamos quinze horas adiantados.

Polinésia. Ilhas Fiji. Arquipélago com mais de trezentas ilhas. O primeiro país do mundo onde se inicia um novo dia. “Clareia manhã”. O ponto mais central do oceano Pacífico. Longe de tudo e pertinho da felicidade.

Polinésia. Ilhas Fiji. Suva. O movimentado centro comercial. Único polo universitário desta região.  O palácio presidencial com sua guarda em traje peculiar. O excelente museu que conta toda a história do arquipélago.

Polinésia. Ilhas Fiji. Nausori. Atravessando o Rio Waimanu e áreas rurais, chegamos a um vilarejo. Neste local, antigos guerreiros canibais preparam a kava: bebida cerimonial para comemorar as vitórias nas guerras. Casas simples. Vida simples. Variado artesanato. A contagiante dança meke. A melodiosa música regional. Pessoas afetuosas e afáveis que distinguem a Polinésia.

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Por aqui, “é água do mar”, e o tempo todo “é maré cheia”. Como “as águas de Amaralina”.

Águas que nos levam até a isolada e moderna Nova Zelândia.

Nova Zelândia. Bay of Plenty. Tauranga. Atraente, aprazível e receptiva. Linda orla e uma vida pacata à beira-mar com intensa atividade náutica. “Sonho feito de brisa”.

Nova Zelândia. Bay of Plenty. Rotorua. Um paraíso termal fascinante com crateras de lama borbulhante a mais de cem graus centígrados. Gêiseres em erupção a mais de trinta metros de altura. Fontes termais e lagoas de crateras cheias de cor. O constante cheiro de enxofre. Um dos campos de maior atividade geotérmica do mundo.

Nova Zelândia. Bay of Plenty. Roturua. Apresentação cultural dos maoris, povos nativos da Nova Zelândia, com suas danças e encenações de guerra.

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Nova Zelândia. Auckland. Moderníssima. A maior cidade e maior centro financeiro do país. Lojas de alto requinte, bares, cafés, cinemas, no centro comercial e orla. No subúrbio, residências milionárias. Sky Tower: o maior edifício do hemisfério sul. A possibilidade de um bungee jumping entre os seus imponentes prédios, na terra dos esportes radicais.

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Nova Zelândia. Bay of Islands. Um arquipélago de cento e quarenta e quatro ilhas. O paraíso  dos velejadores. “Repare essas velas no cais, que a vida é cigana”.  

Nova Zelândia. Bay of Islands. Uma trilha de seis quilômetros, beirando rios e mata fechada, até chegarmos a Haruru Falls: uma bela cachoeira em forma de meia lua, onde é possível desfrutar de bons passeios de caiaques.

Nova Zelândia. Bay of Islands. Paihia. Com transados restaurantes, lojas e uma marina aconchegante.

Nova Zelândia. Bay of Islands. Waitangi. Local onde, em 1840, foi assinado o histórico tratado entre a Coroa Britânica e os povos maoris que, assim, obtiveram relativa autonomia.

É assim a leveza da Nova Zelândia: natural, intimista e ao mesmo tempo desenvolvida.

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“Que bom poder está contigo de novo”, Austrália.

Austrália. A vibrante Sidney. As inumeráveis e belas baías e marinas. A fantástica Ópera House. A icônica Harbor Bridge. A estonteante vista noturna do alto dos mais de trezentos metros na Sky Tower. O concorrido festival de vinho em The Rocks, onde começou a colonização britânica. A agitação da vida noturna. “Gente jovem reunida” que ama praticar esportes e viver ao ar livre. “Na parede da memória, esta lembrança é o quadro” que gosto mais.

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Despedimo-nos de Sidney e alcançamos o Mar da Tasmânia, sempre na rota sul para Melbourne. O Cabo Banks: porta de entrada da Botany Bay. O Estreito de Bass, até alcançarmos Wilson Promotory que é o ponto mais ao sul da Austrália.

Austrália. Melbourne. Levemente sofisticada e elegante. Um lindo cruzeiro pelo Rio Yarra. Belos e imensos parques. “Verdes, plantas, sentimentos, folhas”. A capital esportiva da Austrália. A quarta cidade do mundo em qualidade no ensino universitário. “Coração de estudante”. Dominando, juntamente com Sidney, o Pacífico Sul.

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“Com o coração aberto em vento”, nos retiramos do Oceano Pacífico. Alcançamos, então, o Oceano Índico a caminho de Perth.

Austrália. Perth. Ensolarada e quente, a enorme Perth é uma pérola do Oceano Índico na costa oeste Australiana. O belo King’s Park, onde famílias inteiras sentadas no gramado amenizam o forte calor sob a sombra das árvores e observam a cidade às margens do Rio Swan.  O agradável e movimentado Hillarys Boat Harbor com agitada zona comercial, resorts e muita atividade náutica, e só a meia hora de Perth. A linda orla de Cottleshoe Beach: um dos melhores locais da cidade para passar um dia quente, e excelente para nadar e praticar surf. O bairro histórico de Fremantle do início do século XIX é a área mais antiga de Perth e onde está localizado o principal porto do estado. Ótimos restaurantes, cafés, museus, galerias, além do mercado de Fremantle.

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“Tudo em volta é só beleza”. Neste cenário, iniciamos a jornada de cinco dias de navegação desbravando o Oceano Índico.

Indonésia. Estreito de Sunda. Separa as ilhas de Java e Sumatra. Comunica o Mar de Java com o Oceano Índico. Navegação difícil. Ilha de Krakatoa, onde ocorreu a grande erupção, do vulcão de mesmo nome, que implodiu toda a ilha, em 1883, na maior erupção vulcânica da história.

Rumo a Singapura. “Faz tempo que não te vejo, ai que saudade d’ocê”.

Singapura. A capital do século XXI. A prosperidade construída em apenas cinquenta anos. O país de maior índice de desenvolvimento humano da Ásia. Os arrojados edifícios do centro financeiro que é o quarto maior do mundo. O quinto maior porto da terra. Marina Bay, China Town, Little Índia. O imenso mercado de peixe. O centenário jardim botânico, patrimônio da humanidade, com o maior orquidário do mundo. A sua famosa roda gigante: a segunda mais alta do planeta. A Ilha de Sentosa com seus parques temáticos e a fantástica vista da mais alta torre da Ásia. Esta é a equatorial Singapura.

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O congestionado Estreito de Malaca, entre a  Ilha de Sumatra, na Indonésia, e a península da Malásia. A principal ligação entre o Oceano Índico e o mar do Sul da China, no Oceano Pacífico.

Malásia. Malaca. “A lua girou, girou” e retornamos à muçulmana Malásia. Desta vez, na histórica e miscigenada Malaca. Antiga rota mercantil com influências portuguesas, holandesas e inglesas. A Mesquita Straits com muçulmanos em oração e a bela vista da Baía de Malaca. Ruínas portuguesas da Porta de Santiago e da Igreja de São Paulo, onde esteve enterrado São Francisco Xavier. O desordenado centro histórico. A riqueza dos seringais, responsável por vinte por cento da produção mundial de borracha. A vida pacata numa típica aldeia rural.

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Malásia. Arquipélago de Langkawi. “Girou, girou, traçou no céu um compasso”. Chegamos ao Arquipélago de Langkawi com suas noventa e nove ilhas. Uma trilha até uma incrível gruta de morcegos. Densa floresta. Um maravilhoso passeio de barco por rio até a baia das águias pescadoras, quase na fronteira com a Tailândia.

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Indonésia. Phuket. “Na canção do vento”. Assim, estamos de volta à budista Tailândia. Agora, em sua maior ilha: a bela Phuket. Paraíso dos turistas, recuperando-se dos últimos devastadores tsunamis. Imponentes templos budistas. Os sagrados elefantes. O rico espetáculo folclórico apresentando a história tailandesa. A fantástica vista a partir do Cabo Promthep e da Baía de Nai Harn. A famosa Praia de Patong. Sofisticados resorts convivendo com áreas não tão sofisticadas assim. Uma síntese da Tailândia: belíssima e desigual. 

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Sirilanca. “A lágrima da Índia”. Colombo: sua capital. A igreja católica de Santa Luzia. Rico interior do templo budista Aasokaramaya. A Praça da Independência. Um povo tentando construir uma nação depois de séculos de dominação portuguesa, holandesa e inglesa e de anos de guerra civil. “Afagar a terra, conhecer os desejos da terra”. Sirilanca: muito pobre, muito confusa e muito atraente.

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Índia. “A tua presença entra pelos sete buracos da minha cabeça. A tua presença”. Explosão de idiomas, crenças, cores. Explosão de alegria, de simpatia, de vida.

Índia. Estado de Kerala. Kochi. Aqui, Pedro Álvares chegou em 1500, após sair do Brasil. A Igreja de São Francisco, onde Vasco da Gama ficou enterrado por anos antes de ser transportado para Portugal. A rica arte sacra portuguesa. O Palácio Holandês. A Rua Judia com suas casas e tendas pitorescas. O surpreendente futebol nas ruas. As lindas redes de pesca com influência chinesa e o ameno passeio em um barco pelo rio no pôr do sol. Gente, sempre muita gente.

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Índia. “Pelos olhos, boca, narinas, orelhas. A tua presença”.

Índia. Estado de Kerala. Vila Kumbalangi. De canoa pelos remansos até esta autêntica vila indiana. “Canoa, canoa desce”. “Preferem o rio”. “Preferem remar”. Vila de pescadores. ”Preferem pescar”. Preferem, também, fazer do coco uma rica fonte de alimentação e artesanato. A folclórica e cênica Kolkali: dança local e patrimônio artístico da humanidade. Um gostoso passeio num tuk tuk. A influência cristã portuguesa. A igreja de São Jorge. A igreja de São José. Gente, sempre muita gente.

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Índia. “É negra, negra, negra, negra. A tua presença”.

Índia. Estado de Goa. A Floresta Savoi com as suas especiarias: cravo, canela, pimenta, baunilha e muito mais. Um picante almoço nas margens do lindo rio que banha a floresta. Os indianos reverenciando os seus deuses no templo Shri Naguesh, ou no templo Shri  Mangeshi, na vila de mesmo nome, dedicado ao Deus Shiva, em Priol. As sagradas vacas. Gente, sempre muita gente.

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Índia. “Desintegra e atualiza a minha presença. A tua presença”.

Índia. Estado de Goa. Goa Velha. Fontainhas. O que restou do belo bairro português da cidade. O típico Mercado Municipal de Panaji onde se encontra quase tudo, numa organizada confusão. Milhares de pessoas na festa de São Francisco Xavier na Igreja de Bom Jesus. Neste templo, o seu corpo está enterrado. Tudo isto na esplanada da Catedral da Sé de Santa Catarina. Gente, sempre muita gente.

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Índia. “Envolve meu tronco meus braços e pernas. A tua presença”.

Índia. Estado de Maharashtra. Uma bela travessia em um barco à Ilha Elefanta, patrimônio da Humanidade. Na ilha apinhada de macacos, depois de em trecho de trem, uma escalada de cento e vinte degraus até as incríveis cavernas do século VI, escavadas na rocha, com enormes esculturas, apresentando as mais importantes divindades hindus. Uma história talhada na pedra. Gente, sempre muita gente.

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Índia. “Paralisa o momento em que tudo começa. A tua presença”.

Índia. Estado de Maharashtra. Mumbai. Vinte e dois milhões de pessoas. A centenária estação de trem Vitória, marco da colonização inglesa. A cada minuto sete mil pessoas chegam e partem. O caótico trânsito onde diversos tipos de meios de transportes se misturam com as vacas. A casa onde Gandhi viveu por dezessete anos e abriu o caminho para a independência. Um apimentado e delicioso almoço no hotel cinco estrelas Oberoi Trident em Nariman Point, já recuperado depois de ter sido um dos alvos do atentado terrorista de novembro de 2008. As inacreditáveis lavanderias públicas, ao ar livre, onde os lavadeiros vivem de lavar e passar as roupas de milhares de pessoas, bem no centro de uma das maiores cidades do mundo. A Porta da Índia, às margens da baía. Templos e mais templos de todas as religiões. A terra do “tudo junto e misturado”. Gente, sempre muita gente. Gente muito bonita que com simpatia nos aborda o tempo todo. Gente: o maior patrimônio do “Planeta Índia”.

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O Estreito de Ormuz, entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. Separa a península arábica da costa do Irã. Ponto de atuação de piratas. “Nada a temer”. Um local estratégico. Vinte por cento da produção de petróleo do mundo passa por aqui.

Emirados Árabes Unidos. Dubai. O futuro no presente erguido em poucas décadas. Arquitetura arrojada. O mais alto prédio do mundo: o Burj Khalifa. O Dubai Mall: maior shopping center do planeta.  O luxuosíssimo hotel  Burj Al Arab construído para assemelhar-se com a vela de um dhow: peculiar barco Árabe. A ilha artificial The Palm Jumeirah: o avanço da terra sobre o mar na forma de uma palmeira e onde fica o imenso Hotel Atlantis. A determinação de construir o desenvolvimento e sobrevivência econômica em pleno deserto. “Nada será como antes, amanhã”.

Emirados Árabes Unidos. Dubai. O inacreditável mercado do ouro com centenas de lojas oferecendo todo tipo de artigos fabricados com o metal. O excelente Museu de Dubai, instalado em uma fortaleza do século XVIII onde podemos reviver toda a história da região. O gostoso jantar a bordo de um barco típico, pelos canais do Golfo Pérsico, com maravilhosa vista da cidade muito iluminada.

Emirados Árabes Unidos. O imenso Deserto de Rub’ al-Khali, ao sul de Dubai, e que faz parte de vários países bem no centro da península arábica. Os beduínos. Os exóticos passeios de camelo sob um forte sol. “E a coisa mais certa de todas as coisas não vale um caminho sob o sol”.

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Sultanato de Omã. País constituído por três territórios descontínuos. Um deles é a península  de Musandam do Estreito de Ormuz. Uma mistura de cores e paisagens. O azul do Oceano Índico e o verde dos oásis contrastam com as dunas douradas do deserto. Durante séculos, uma importante rota comercial no Mar Arábico. Omã começa a se renovar com o turismo de natureza, na busca de sua sustentação econômica.

Sultanato de Omã. Autêntico país islâmico onde as pouquíssimas mulheres vistas estão sempre de burca, apenas com os olhos visíveis. “Estraçalhando uma sereia bonita”. Legalmente, os homens podem ter até quatro esposas vivendo na mesma casa. Aqui, também, é proibido o consumo de qualquer bebida alcoólica. “Mundo tão desigual”. “Tudo é tão desigual”.

Sultanato de Omã. Salalah. Lindas mesquitas com seus majestosos minaretes. Característicos mercados árabes. A fragrância do incenso e mirra que nos acompanha pelas ruas. O rico tesouro histórico e arqueológico pode ser admirado no ótimo Museum of the Frankincense Land.

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Ainda no histórico e infindável Oceano Índico, saímos de Salalah e alcançamos o Golfo de Aden que fica entre o Iêmen, na península arábica, e a Somália, na África. Atingimos, então, o Estreito de Bab el Mandeb que conecta o Golfo de Aden com o Mar Vermelho, separando os continentes da Ásia e África, no nosso caminho para a Jordânia. Esta região e responsável por noventa por cento do comércio entre a Europa e o oriente.

Jordânia. Aqaba. Às margens do golfo de mesmo nome. Quatro fronteiras: Arábia Saudita, Egito, Israel e Jordânia convergem nesta estreita reentrância do bíblico Mar Vermelho.

Jordânia. Petra. A cidade rosa. Petra fica num vale de belíssimas formações areníticas entre as montanhas do deserto da Jordânia. Pode ser alcançada por meio de uma trilha em charrete, camelo, jumento ou a pé, que foi a nossa opção. Uma história que começou quatro séculos antes de Cristo com os Nabateus, e que teve diversas influências culturais ao longo da história devido à sua importância em rotas comerciais. Templos, túmulos, teatro, imagens de deuses, inteiramente esculpidos na rocha. Destaca-se o edifício da Câmera do Tesouro que foi utilizado como cenário no filme Indiana Jones e a Última Cruzada, entre outros. Destruída por invasões e terremotos, suas ruínas foram descobertas em 1812. Hoje, é uma das sete maravilhas do mundo moderno. “Na força dessa beleza é que eu sinto firmeza e paz”.

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Israel. Eilat. No extremo sul do país, a turística Eilat. Muito procurada por mergulhadores, divide o braço oriental do Mar Vermelho com Aqaba na Jordânia e Taba no Egito. O braço ocidental conduz ao Canal de Suez.

Egito. Travessia do fantástico Canal de Suez.  Uma das maiores obras da humanidade. O canal corta o Deserto de Sinai, ligando o Mar Vermelho no Oceano Índico ao mar Mediterrâneo no Oceano Atlântico. Partindo da Cidade de Suez e passando pela Cidade de Ismaília, fundada para a construção do canal, chegamos à Cidade de Porto Said. São 193 quilômetros e dezessete horas que nunca esqueceremos.

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 Grécia. Já no Mediterrâneo, no Mar Jônico, navegamos pelas, sempre lindas, Ilhas gregas no nosso caminho para Roma.

Itália. Atingimos a bela costa da Calábria, no extremo sul da Itália, e o histórico estreito de Messina, entre a Calábria e a Ilha da Sicília, que une o Mar Jônico ao Mar Tirreno.

Itália. Civitavecchia. Oitenta quilômetros de magníficas paisagens até Roma.

Itália. Roma. A eterna cidade eterna. Arrivederci Roma.

Espanha Madrid. Em avião, de Roma até Madrid. Só de passagem.

Espanha. Vigo. Novamente, avião de Madrid para Vigo e de carro para Pontevedra.

Espanha. Galícia. Pontevedra. “Trazendo na mala bastante saudade”. Seu Rio Lérez. Sua Ria. Suas pontes com destaque para a antiga Ponte do Burgo, do século XII, em pedra, e a moderna Ponte dos Tirantes em forma de uma vela de barco. O centro histórico iluminado onde grupos praticam danças folclóricas natalinas. A Igreja da Peregrina. O Convento de São Francisco. A Basílica de Santa María la Mayor com ruínas da presença romana. A bela Igreja de San Bartolomé. O Mercado Municipal de Abastos e sua enorme variedade de frutos do mar. O Museu de Pontevedra com o arrojado sexto edifício, onde vimos uma exposição fotográfica sobre o estilo de  vida de antigos habitantes das aldeias da região.

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Espanha. Galícia. De trem, até Santiago de Compostela. O belo centro histórico, patrimônio da Unesco. A famosa igreja que é o principal destino dos peregrinos quando fazem o conhecido Caminho de Santiago.

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Espanha. Galícia. De carro, pela costa noroeste. Poio: do outro lado do Rio Lérez.  A Praia de Raxó com aprazível vista da Ria de Pontevedra. O Balneário de Sanxenxo entre a serra e o mar. A Costa de San Vicente e a linda Praia de Pedras Negras. Do Morro de Siradella, descortinamos uma maravilhosa vista do oceano Atlântico e das Rias de Vigo, Pontevedra e Arousa. O Balneário O Grove. A Ilha da Toxa e o seu cassino. Mais ao norte, Cambados, Vilanova de Arousa e Vilagarcía de Arousa. A constante presença dos barcos pesqueiros e das plataformas de criação de mariscos. “Ela é bonita, é demais”.

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Espanha. Pontevedra. De carro, para a Cidade do Porto em Portugal, passando por bonitas paisagens, vilas e cruzando o rio Minho, na fronteira.

Portugal.  Cidade do Porto. De avião, sobrevoando o Atlântico até a Ilha da Madeira.

África. Arquipélago da Madeira. Linda vista aérea da Ilha de Porto Santo: uma das duas habitadas do arquipélago.

África. Ilha da Madeira. Funchal. Depois de algumas horas de voo, avistamos Funchal. Belíssima. Noite de conhecimento na zona velha com muita gente se divertindo no mercadinho de Natal e em bares e restaurantes sempre cheios. Provamos a poncha: bebida típica feita com aguardente de cana, suco de fruta, açúcar e água. Deliciosa. Também muito gostoso é o bolo do caco: uma espécie de pão com uma manteiga verde e algum tipo de recheio. A gostosa cerveja Coral e, claro, um autêntico vinho licoroso da Madeira. Tudo isto para aguardar o último dia do ano. “Vale tentar viver tudo demais”.

África. Ilha da Madeira. Funchal. Último dia de 2015. De ônibus, visitamos pontos importantes de Funchal. Ruínas da fortaleza do século XV. O porto com inúmeros navios de cruzeiro ancorados. A bela Avenida do Mar. O centro comercial com o teatro e o jardim municipal. O cassino e o Hotel Pestana projetados por Niemayer. O elevado Jardim de Santa Catarina e diversos outros pontos de interesse.

África. Ilha da Madeira. Funchal. O luminoso réveillon na Avenida do Mar. Considerado um dos mais bonitos e concorridos do mundo. Uma multidão nos 360 graus da queima de fogos lançados de todos os pontos da cidade. Maravilhoso. Convidamos um casal de suecos que não encontraram mesa livre para nos acompanharem durante a festa. No final, não conseguimos taxi ou ônibus e retornamos a pé para o hotel num percurso de 4 quilômetros. A noite estava fria e caía uma fina chuva.

África. Ilha da Madeira. Funchal.  Primeiro dia de 2016. Fomos de teleférico subir até o aprazível Monte, num percurso de 15 minutos, sobre os avermelhados telhados de Funchal. Nesta área, fica a Igreja de Nossa Senhora do Monte. Este local é ponto de partida dos tradicionais carrinhos de cesto que, como um trenó e pilotado por dois carreiros, transportam as pessoas do Monte até Livramento. Outra grande atração do local é a luxuriante vegetação do Parque Municipal do Monte. Descemos, de ônibus, passando por vários locais até chegarmos numa charmosa enseada de pescadores, repleta de barcos, lojinhas e agradáveis bares e restaurantes, na Cidade de Câmera de Lobos.

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África. Ilha da Madeira. Em nosso penúltimo dia de viagem, percorremos algumas cidades e vilas ao longo da região norte da ilha. Camacha. Pitoresca vila rural foi um antigo reduto de ingleses. Rica em artesanato de vime e de onde, a depender do tempo, podemos observar as três Ilhas Desertas. O Pico Arieiro com quase dois mil metros de altura e sujeito a neve no inverno. “Caminhando contra o vento” e com muito frio, vivemos a montanha. Santana. Um típico município serrano com algumas casas e seus telhados, ainda, de palha. Em Santana, almoçamos um delicioso prato regional feito com o peixe espada preto. O Pico Penha de Águia, na Vila de Faial, com extasiante vista da montanha e do mar. Uma trilha entre cascatas na floresta chuvosa Laurissilva, patrimônio da humanidade pela Unesco e que é, como toda a Ilha da Madeira, um espetáculo da natureza. “Sim princesa sou quem vai chegar na chuva da montanha”.

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Último dia de nossa aventura pelo mundo. Maritense e eu acordamos de madrugada, em Funchal,  para pegarmos o avião até Lisboa e de lá para Salvador.

Foi uma volta ao mundo inesquecível. Oitenta e oito dias, sessenta e seis mil quilômetros alcançados. Mais que uma volta e meia na Terra. Navegando por todos os oceanos. Percorrendo todos  os continentes. Visitando  mais de vinte países. Em contato direto com a fantástica diversidade étnica, cultural, religiosa e natural do nosso planeta.

“Outros outubros virão, outras manhãs plenas de sol e de luz”.

Francisco Vieira 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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